Vencendo a cinomose: não desista do seu cão!
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Vencendo a cinomose: não desista do seu cão!

Oi, pessoal!

Vocês já ouviram falar em cinomose?

É uma doença que atinge cães jovens e adultos, e na grande maioria dos casos leva o animal à morte. Ela é altamente contagiosa, sendo transmitida pelo contato do animal sadio com a saliva, urina e fezes de um animal doente.  Os gatos domésticos e os humanos não são afetados pela doença, mas podem carregar o vírus de um cão doente até um cão saudável.

Cinomose

Os primeiros sintomas podem variar, o que às vezes dificulta o diangóstico certeiro, que pode ser feito através de exame de sangue específico. Mas geralmente, o cão apresenta febre, perda de apetite, indisposição, apatia, diarreia, secreção nasal e ocular, e então a cinomose atinge o sistema nervoso, dando causa a problemas neurológicos severos. E é aí que o sofrimento do bichinho e de seu dono aumenta. Nessa fase, o cão perde a firmeza das patas, e começa a cambalear quando caminha, e em uma fase mais avançada sequer consegue se levantar e nem é capaz de se alimentar sozinho. O animal pode ter tremores, convulsões, paralisia, às vezes não reconhece os próprios donos, se tornando agressivo. Geralmente, a “solução” encontrada pelos veterinários é o sacrifício do cãzinho.

Nesse ano de 2014, o Alemão, cãozinho da Estela, minha sogra, contraiu a cinomose. Foi bastante difícil diagnosticar a doença, pois os sintomas iam e voltavam, confundindo o veterinário. O Alemão ficou apático, não comia e nem bebia água sozinho, perdeu a noção de espaço ao caminhar, não sendo capaz de desviar de obstáculos, começou emagrecer excessivamente, e quando tentávamos cuidar dele, geralmente ele mordia alguém. Ele ficou sob os cuidados do veterinário por alguns dias, tomou soro e várias injeções com antibióticos e vitaminas, pois até então o diagnóstico de “cinomose” não era oficial. Mas com o progresso da doença, e com o Alemão piorando dia após dia, falar em eutanásia foi inevitável.

O Alemão não ficou completamente paralisado pela doença, mas o estado em que ele estava dava dó de se ver.

Aqui uma foto dele bem magrelo. A dificuldade é que toda a comida que o “forçávamos” a comer, ele vomitava. E a magreza foi ficando cada vez pior, deixando-o muito debilitado.

Antes

Então, pesquisando pela internet, minha sogra descobriu alguns blogs que indicavam sucesso no tratamento da cinomose utilizando Ribavirina (um medicamento usado em portadores de hepatite), Omeprazol e vitamina A.

O veterinário disse que nunca havia testado esse tratamento em nenhum outro cão, mas mesmo assim, a Estela resolveu arriscar, e agora, alguns meses depois, podemos dizer que o Alemão está curado! :)

Embora ele tenha ficado bastante mal com a cinomose, após o tratamento, não restaram sequelas profundas (exceto uma patinha que insiste em se mexer enquanto o Alemão dorme), até porque quando ele começou a ingerir a medicação, ainda era capaz de andar, embora com extrema dificuldade. Hoje ele come normalmente, corre pra lá e pra cá, já engordou um pouquinho, e age normalmente. Voltou a nos reconhecer, brinca com a gente, enfim, é um cão normal.

Aqui embaixo uma fotinho dele em fase de recuperação, mais gordinho e descansando sobre a grama…rs! :)

Depois

Minha sogra e eu não somos veterinárias, e não estou aqui para “receitar” o tratamento com Ribavirina, mas posso dar meu testemunho: eu vi o Alemão perto da morte, com expectativa de sobrevivência quase zero, e observei cada melhora no estado de saúde dele, então posso dizer que o tratamento funciona. Não sei explicar as razões científicas, não sei se o vírus da hepatite é parecido com o da cinomose, sendo por isso que um medicamento indicado para a primeira doença é capaz de agir na segunda com eficiência. Mas, se seu cão contraiu a cinomose, não desista dele antes de tentar esse tratamento.

Há dois blogs que indicam passo a passo o protoloco do tratamento com a Ribavirina, o Omeprazol e a vitamina A: o primeiro é o Cinomose tem cura e o outro é o blog A vitória do cãozinho Baltazar contra a cinomose.

Quando o Alemão adoeceu, tive muito medo que meus dois cães contraíssem a cinomose também, mesmo estando vacinados, pois existe um risco muito pequeno de haver contágio, mas existe. Então, quando eu ia à casa da minha sogra, tentava ajudar a alimentar o Alemão, brincava com ele, mas ao chegar em casa, antes de ter contato com meus cachorros, eu tirava toda a roupa, colocava de molho, lavava a sola dos meus sapatos com água sanitária e tomava banho. Podem me chamar de neurótica, mas achei melhor prevenir em excesso. E graças a Deus, deu tudo certo, o Alemão se curou, e meus cães permaneceram protegidos.

Por favor, se você tem um cachorrinho, vacine-o. Sem dúvida, a prevenção é o melhor tratamento contra a cinomose e quaisquer outras doenças. Leve seu cãozinho ao veterinário, seja ele adulto ou filhote e se informe sobre as vacinas que ele necessita. Nos meus dois cães (o Kiko e o Marvin), eu anualmente aplico a vacina contra a raiva e também a V8, que é uma vacina múltipla, que protege contra cinomose, parvovirose, leptospirose, dentre outras. Se seu cão não for vacinado, estará permanentemente em risco. Se um cão contaminado urinar ou defecar, e seu cãozinho apenas encostar o focinho nos dejetos, poderá ser contaminado também. Além disso, você pode trazer para casa os vírus em suas roupas ou sapatos, ainda que seu cão esteja a quilômetros de distância do cão doente.

Então, como quem ama cuida, olhe com mais atenção para seu amigão, e leve o para tomar as vacinas necessárias. Isso é um gesto de amor! :)

E viva o Alemão, que sobreviveu à cinomose, e está aí para contar a história! :)

Beijos!

 

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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