Os clareadores da pele que já testei
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Os clareadores da pele que já testei

Me lembro de quando meu melasma “surgiu” como se fosse hoje. Minha casa havia sido roubada, o ladrão deixou o portão aberto ao fugir e meu cão labrador ficou desaparecido por 4 dias. Isso foi no dia 21 de dezembro de 2011. Passei os dias 21, 22, 23 e 24 debaixo do sol do verão, procurando meu cachorro querido. Apliquei muito protetor solar. Mas fiquei sob o sol fortíssimo por muitas, muitas horas. Eu havia acabado de sair de um tratamento com Roacutan (para acne), e minha pele estava extremamente sensível.

Eu sei que, no dia 24, depois que encontrei (felizmente) meu cachorrinho, me olhei no espelho e eu estava com um BIGODE! rsrsrs… E também uma manchona perto do olho. Entrei em desespero. Eu estava com o corpo todo muito queimado do sol, até o dorso das minhas mãos estava queimado, mas o rosto em especial estava em um estado muito crítico. Corri pra internet e descobri que eu havia sido agraciada com um melasma, que até então eu nem sabia o que era.

Em minhas pesquisas iniciais, li boas indicações a respeito do Klassis, da Theraskin, e corri para farmácia para comprá-lo, em plena véspera de Natal.

Klassis

O Klassis é um dermocosmético e pode ser adquirido sem receita médica. Em sua composição, conta com ácido lático, ácido glicólico, arbutin e ácido kójico. Quando eu o comprei, não fazia a menor ideia da utilidade desses agentes, mas como as meninas diziam que era um clareador suave e ao mesmo tempo eficaz, eu o escolhi. Não me arrependi. Ele tem fator de proteção solar (bem baixinho) 18 e PPD 6, e pode ser usado durante o dia.

Eu lembro que estava tão doida na época, que passava uma camada hiper mega grossa de Klassis sobre o buço, e deixava o creme por lá durante o dia inteiro, reaplicando umas três vezes por dia. Muito maluca… Eu estava enlouquecida, pois era época de Natal, ano novo e férias, e não havia um dermatologista na face da Terra que estivesse atendendo. Pois bem, apliquei o Klassis desse jeito descontrolado, e minha pele começou a ficar um pouco irritada (óbvio, devido à quantidade insana de produto que eu usava). Interrompi o uso por alguns dias, a vermelhidão da pele melhorou, o rosto começou a descamar, mas clareou alguma coisa em aproximadamente 15 dias. Eu não saía muito de casa, parei totalmente de me expor ao sol, e acho que isso ajudou a pele a clarear o tom, de uma maneira geral.

Quando enfim consegui me consultar com uma dermatologista, ela me indicou o Tri-Luma, cuja foto sequer vou colocar nesse post, por várias razões. Em primeiro lugar, por ser um medicamento que necessita de indicação médica. Em segundo lugar, por conter a potente e muito perigosa hidroquina. E por fim, por ter sido ele o responsável pelo agravamento do meu melasma.

O Tri-Luma contém tretinoína (agente também presente no Roacutan) e hidroquinona.

A tretinoína (ácido retinóico) é uma forma oxidada da vitamina A, e é muito indicada no tratamento da acne e de sinais de envelhecimento, atuando na diminuição e prevenção de rugas. Seu uso torna a pele mais sensível à luz, e pode causar vermelhidão, formigamento, descamação e ardor.

A hidroquinona é um poderoso agente despigmentante, que atua diminuindo a produção e síntese de melanina. É muito recomendada por dermatologistas no Brasil, porém foi proibida em alguns países, devido aos riscos que oferece. Alguns estudos relacionam o uso da hidroquinona com o desenvolvimento de câncer, e ela também pode causar leucomelanodermias em confete, manchas brancas que jamais se pigmentam. A hidroquinona tem um enorme potencial para causar irritações cutâneas e em muitas vezes causa o chamado efeito rebote, ou seja, sua mancha clareia, mas depois de interromper o uso do produto, a hiperpigmentação volta ainda pior.

Infelizmente, só fui descobrir essas coisas depois de usar o Tri-Luma. Quando apliquei pela primeira vez, deixei no rosto por menos de uma hora, e isso foi o suficiente para que eu me assustasse. A face começou a arder excessivamente, e a pele esquentou muito. Quando lavei o rosto, apenas com água, minha pele parecia estar fervendo, estava muuuito vermelha e doía. Precisei de dois dias sem aplicar nada no rosto, exceto Bepantol e compressas de água fria, para que enfim a pele se acalmasse. Voltei à dermatologista, e ela pediu que eu fizesse um novo teste com o Tri-Luma, aplicando uma quantidade menor. Fiz isso, e os sintomas foram os mesmos.

Resolvi mudar de dermatologista. A nova médica não se conformou com os efeitos que relatei, e resolveu prescrever um composto manipulado, contendo a bendita hidroquinona, a 4%, tretinoína e outros agentes que supostamente diminuiriam os riscos de irritação. Ela pediu que eu fizesse um teste só na área das manchas.

Apliquei o creme no buço e na mancha próxima ao olho, e fui dormir. Quando acordei, as áreas onde eu havia passado estavam quase que em carne viva. Eu chorei muito. Esperei mais de uma semana para que a pele voltasse ao normal. A vermelhidão havia sumido, mas então as manchas estavam mais escuras que antes. Eu havia sido premiada com o efeito rebote.

Cansada, fui pesquisar na internet, e vi o terror que a hidroquinona era. Tarde demais…

Voltei à dermatologista, expliquei o ocorrido, e pedi que ela me receitasse apenas clareadores que não fosse à base de hidroquinona.

Então eu testei o Clarifiant, da Roc.

Clarifiant

Esse sérum tem um complexo clareador, à base de soja, e contém niacinamida. A dermato havia me dado algumas amostras para testar, consegui usar o produto por apenas um mês. Não senti nenhuma diferença, embora o creminho tenha a niacinamida, que é riqueza…Então não comprei, fiquei só nas amostrinhas mesmo.

Depois, parti para o Blancy, da Mantecorp.

Blancy

O Blancy tem arbutin e ácido kójico, excelentes ativos clareadores. Porém, não clareou significativamente minhas manchas, talvez pela concentração dos ativos, mas não sei dizer se foi isso, pois a embalagem não especifica a quantidade de cada agente. E além disso, tive um pouco de vermelhidão na face.

Depois, testei o Biomedic Pigment Control.

Biomedic-Pigment-Control

O Biomedic tem ácido kójico, de efeito clareador, e ácido glicólico, que ajuda na renovação celular. Tinha tudo para ser o clareador perfeito…Poréeem, minha pele vinha sofrendo processos constantes de sensibilização, pelo uso do Roacutan, conforme relatei acima, e também pelo emprego constante de clareadores diferentes, principalmente a hidroquinona. E por essa razão, o Biomedic não foi bem tolerado por minha pele. Tive vermelhidão, ardor, enfim, não deu certo. Tenho vontade de recomprá-lo hoje em dia, pois tem tudo para ser um bom produto.

Decepcionada com minhas consultas dermatológicas, bastante frustrada com meu tratamento e à beira da falência, visto que eu já havia gastado muito dinheiro com clareadores, vi que algo estava errado. Eu me fotoprotegia todos os dias, usava os clareadores receitados pelas dermatologistas, mas mesmo assim as manchas não cediam. Foi então que comecei a pesquisar profunda e seriamente na internet a respeito de tratamento do melasma. E tudo começou a mudar.

Minha primeira providência foi “dar um tempo” para minha pele. Eu parei de agredi-la com clareadores, e todo dia eu usava apenas vitamina c, duas vezes ao dia e, claro, usava muito protetor solar, além de cápsulas de pycnogenol (em breve falarei dele e do Helioral, que mencionei em outro texto). Fiz isso por dois meses e, pasmem, senti minha pele começar a clarear.

Quando você usa clareadores por muito tempo, chega uma hora em que a cor das manchas se confunde com a vermelhidão proveniente da irritação na pele causada pela utilização constante de produtos. E quando dei uma folguinha para minha pele, ela foi capaz de se recuperar.

Animada, resolvi investir no Demelan, que tem dipalmitato de ácido kójico, arbutin e ácido glicólico. Demelan

Usei por um tempo, mas não houve clareamento significativo.

E então, foi quando conheci o maravilhoso, o espetacular, o estupendamente bom Clairial C10, que já resenhei aqui no blog.

Clairial-C10-Clareador-da-Pele

É claro que eu tinha esperanças de que fosse um produto bom, mas ao mesmo tempo, depois de tanto jogar dinheiro fora, eu estava preparada para mais um produto que fosse deixar meu rosto irritado.

Porém, a surpresa: não houve irritação. Zero vermelhidão. Zero ardência. E em menos de dois meses, pela primeira vez, vi minhas manchas clareando significativamente. Era bom demais pra ser verdade.

Até que meu vidrinho acabou. E o Clairial C10 sumiu do mercado. E então pensei: meu clareamento já era, não vou conseguir um substituto tão bom para o Clairial.

Maaas…

Eu conheci o Kiaritá.

Gel_Creme_Clareador_Kiarita_Theraskin

E não é que o danadinho é tão bom quanto o Clairial??? O Clairial tem ácido kójico e vitamina C, e o Kiaritá tem niacinamida e arbutin. Cada um com sua composição, mas ambos maravilhosamente bons. Não irritaram minha pele, e clarearam de verdade.

Hoje, com o melasma controlado, e a pele fortalecida, uso os dois para fazer a manutenção. E até me dou ao luxo de testar uns clareadores asiáticos com uma composição parecida com a dos dois.

Bom, essa é minha experiência com clareadores da pele.

E vocês, quais já usaram?

Beijos.

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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