Melasma: o que é, como surge, como tratar
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Melasma: o que é, como surge, como tratar

Quem acompanha o blog sabe que um dos principais motivos que levaram à criação do Dias de Sol foi o meu melasma. Acredito que a maioria dos leitores sabe do que se trata, mas infelizmente ainda tem gente que, quando eu digo que tenho melasma, me olha com aquela cara de “meu Deus, o que é isso, é contagioso???”. Esse post é basicamente para quem não sabe o que é melasma e quer entender um pouco melhor.

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Só ele é feliz com manchas…       Imagem: Pinterest

O primeiro ponto a se esclarecer é que o melasma é uma doença de pele muito, muito comum, principalmente em mulheres (apenas cerca de 10% dos portadores são homens). E não é contagiosa. De fundo hormonal e genético, o melasma é o terror dos dermatologistas, e principalmente dos pacientes, pois uma vez instalado, é bem resistente aos tratamentos. Caracteriza-se por manchas castanhas na pele, devido ao acúmulo excessivo de melanina em certas áreas. Isso ocorre porque os melanócitos (produtores de melanina) passam a trabalhar de maneira desordenada, produzindo pigmentação em áreas delimitadas, o que confere à pele uma tonalidade irregular. Pode surgir em diferentes pontos do rosto, e é um problema puramente estético, embora provoque efeitos psicológicos devastadores.

O “gatilho” do melasma é o sol, mas isso não quer dizer que qualquer pessoa que se exponha ao sol terá esse tipo de desordem de pigmentação (embora sol em excesso cause, em todos os casos, envelhecimento precoce, isso sem falar no câncer de pele, que é um risco para todos que tomam sol sem cautela).

O melasma surge de uma certa predisposição genética, e às vezes fica pior em decorrência de questões hormonais. Por essa razão, usuários de anticoncepcionais podem ter seu quadro agravado, mas isso não é uma regra. Aparece com muita frequência em mulheres grávidas, devido às alterações hormonais. Costuma manifestar-se com mais frequência em pessoas de origem asiática e de pele de tom mais moreno, mas isso também não é uma regra, visto que eu tenho a pele extremamente branca, não tenho origem asiática, e sou portadora de melasma. Resumindo: o melasma surge na hora em que ele quer, em quem ele preferir. Mas um ponto é certo: o sol é o vilão, pois é o “combustível” do melasma.

O melasma pode surgir aparentemente da noite para o dia, porém seu tratamento leva certo tempo até que apresente resultados visíveis, e é preciso ter consciência de que, por enquanto, não há cura para o melasma. As manchas podem clarear até 100%, mas o melasma ainda estará lá.

O desespero é a primeira reação de quem percebe seu rosto está sendo tomado pelas manchas. A autoestima vai para o brejo, a pessoa acha que todo mundo está olhando apenas para as manchas, enfim… Mas não adianta perder a cabeça. Para tratar os problemas de pigmentação, o primeiro passo é ter paciência. E o segundo é proteger-se do sol. Quem tem melasma deve aceitar que o protetor solar será seu melhor amigo, sempre. É uma ilusão acreditar que o sol só queima nos “dias de sol”. Gente, em dias nublados ou chuvosos, os índices de radiação UV também estão lá para acabar com a sua pele, então o protetor solar deve ser aplicado religiosamente todos os dias, várias vezes por dia.

Outra coisa: proteger-se do sol não é apenas usar filtro solar. Chapeús, viseiras, óculos escuros e sombrinhas devem ajudar a formar uma barreira física contra o sol, e inclusive há roupas e acessórios que já vem com fator de proteção solar.

Usar maquiagem (base, BB Cream e ou/pó) também é muito importante, pois assim, protege-se a pele da luz visível, que é emitida pelos monitores de computador, telas de celular e lâmpadas, por exemplo.

Bom, com a pele fotoprotegida tem-se a certeza de que o sol não irá agravar a situação do melasma. Aí, é hora de procurar um dermatologista e iniciar o tratamento com agentes clareadores. Há uma infinidade de produtos despigmentantes no mercado, e inclusive já resenhei alguns que eu gosto bastante aqui no blog, basta você fazer uma busca na caixa de pesquisa aqui do Dias de Sol. Há clareadores mais potentes, mas que oferecem muitos riscos, outros mais suaves, porém mais seguros, e a escolha do produto certo dependerá do seu tipo de pele e do grau do seu melasma. Mas o que é fundamental é que haja muita disciplina durante  o tratamento. O processo de clareamento costuma ser relativamente demorado, e é preciso ter paciência, pois dependendo da situação do melasma, pode-se demorar váaarios meses até que se observem resultados.

O melasma deve ser atacado de várias formas, então é bacana dizer que certas pílulas podem dar uma forcinha no tratamento. O Pycnogenol, o Polipodium Leucotomos e o Oli Ola são boas opções para quem quer ajudar ainda mais o processo de clareamento. Isso sem falar na vitamina C tópica, que deveria entrar na rotina de cuidados de todas as pessoas que desejam ter uma pele jovem e bonita.

Outra coisa que é interessante ser dita aos portadores de melasma é que quando a pele é irritada ou ferida, ela reage produzindo mais pigmento. Isso é fácil de perceber: quando temos uma espinha e “cutucamos”, ela inflama, e quando cicatriza, a pele fica mais escura naquela área, certo? Pois bem. Para quem tem melasma é util saber disso pois qualquer agressão à pele melasmática pode significar piora das manchas. Assim, o ideal é abolir métodos agressivos de depilação (como os realizados com cera) e outras coisas que possam machucar a pele de alguma forma, como esfoliações muito intensas, ou até mesmo tratamentos com laser, que podem inflamar a pele e causar efeito rebote.

Um ponto muito triste do melasma é que, embora não cause prejuízos aparentes além dos estéticos, ele de maneira silenciosa atormenta psicologicamente os portadores, que veem seu amor-próprio diminuído aos poucos. Pode parecer exagero para quem não sofre dese mal, mas o melasma distorce a visão que temos de nós mesmos. É como se não houvesse nenhuma qualidade, nenhum ponto positivo em nossa aparência, mas apenas o melasma. Nos casos mais extremos, há pessoas que evitam ao máximo sair de casa e interagir socialmente para não terem que mostrar ao mundo suas manchas. E é preciso muita paciência dos familiares e amigos nessa hora. A pessoa acaba se privando de uma série de atividades (ao ar-livre por exemplo), com medo de que as manchas escureçam, e aos poucos a vida vai sendo dominada pelo melasma.

Como portadora desse mal, o conselho que dou é: não deixem as manchas controlarem suas vidas. Aceite que o melasma está aí e que você precisará lutar contra ele. Mas você é muito mais do que suas manchas. Tenha persistência, insista no tratamento, mas tente viver normalmente. É claro que uma pessoa com melasma não pode se expor ao sol de maneira inconsequente, mas drible o problema realizando suas atividades em horários diferentes, e se fotoprotegendo fortemente. E acredite: suas manchas irão clarear, não se desespere. E se você não é portador de melasma, mas conhece alguém que o possui, lembre-se: as manchas incomodam e são motivo de tristeza para quem as carrega. Pense nisso.

Beijos!

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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