Destralhando a vida
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Destralhando a vida

Descobri uma coisa: destralhar vicia. E faz um bem danado.

Comecei destralhando os guarda-roupas. Blusas sem uso há vários meses, calças nas quais eu sequer consigo entrar, sapatos que não têm mais nada a ver comigo. Separei para a doação bolsas que nunca usei e nem vou usar, bijuterias que destestava, mas que mantinha guardadas por dó.

destralhar

Meu cafofo arrumadinho depois do destralhamento.

 

Passei para os livros. Coisas que li e não gostei. Coisas que li, gostei, mas não vou reler. O objetivo é manter só o que é essencial.

Fui para a cozinha, e joguei fora potes velhos. Encontrei nas gavetas papéis sem sentido e nem utilidade.

Então, chegou a hora das tranqueiras digitais. Em menos de 2 dias, joguei fora mais de 1000 mensagens eletrônicas. Tudo lixo. Limpei meu desktop. Dei unsubscribe em listas de e-mail que eu sequer me lembrava da razão que fez com que eu me inscrevesse nelas. Ainda não terminei minha faxina digital, e sei que ela nunca terá fim, pois agora, por exemplo, nesse exato momento, tenho certeza de que pelo menos uma dúzia de mensagens está entrando nas minhas caixas de mensagens. Spam. Não há o que fazer.

Aí, cheguei na parte mais difícil e entulhada. Olhei para dentro de mim. Coloquei no papel tudo de ruim que estava em excesso dentro de mim: mágoas, raiva, traumas, dor. Olhei pra tudo isso, e percebi que tinha duas opções: ou eu “organizava” essa bagunça toda e tentava colocar tudo de volta dentro de mim, mas dentro de armários e cofres fechados à chave, para que eu não visse essas “coisas”, ou eu jogava tudo fora, para liberar espaço para outras coisas entrarem no meu coração e na minha mente.

Escolhi a segunda opção.

Não consigo apagar completamente memórias, nem “desviver” experiências. Mas posso escolher viver sem que elas me incomodem.

Não posso fazer do mundo um lugar só de gente boa. Mas posso selecionar quem vai viver perto de mim, e aí sim, escolher só gente do bem.

Posso viver pesando 500 quilos de frustração, inveja, ansiedade. Ou posso jogar toda essa tralha fora, me livrar do sobrepeso e assim, mais leve, fica mais fácil correr atrás das coisas que realmente fazem sentido para mim.

De agora em diante, se não tem utilidade, eu jogo fora, mesmo que apenas simbolicamente: uma lembrança triste, um livro chato, um sonho que não é mais meu, uma roupa feia, uma falsa amizade. Dá menos tristeza, dá menos trabalho.

E assim estou mais feliz.

Um beijo! :)

 

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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