Depois de uma looonga pausa...
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Dias de Sol - Blog sobre beleza, proteção solar, livros e outras coisinhas do universo feminino.

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Depois de uma looonga pausa…

Oi, tem alguém aí?

Depois de longos meses, acho que estou pronta para voltar a escrever alguma coisa nesse blog, e também para explicar o que me fez diminuir o ritmo por aqui.

Algumas pessoas me escreveram perguntando o que havia acontecido e se estava tudo bem. E o que posso dizer é que, sim, está tudo bem. E, quanto ao meu desaparecimento, eu apenas estava cansada de algumas coisas como estavam e resolvi dar um tempo para decidir o que eu ia fazer. Simples, bem simples.

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Eu comecei o Dias de Sol em 2014, e um dos meus principais objetivos era dividir com outras pessoas as coisas que eu havia aprendido sobre melasma, visto que desde 2011 eu lutava contra as manchas. Eu queria ajudar quem passava pelo mesmo problema, pois sabia que muita gente sofria de verdade com isso. E, com o blog, vi que muita, mas muita gente mesmo estava interessada nesse assunto.

Então, o blog foi crescendo, e passei a levá-lo cada vez mais a sério. Comecei a vê-lo como um potencial negócio, o que é bem legal, afinal, eu amo escrever, me comunicar, e ter um canal de interação e ainda conseguir fazer dinheiro com isso é algo fantástico.

Porém, embora eu goste de cuidar da pele e adore testar produtos de beleza, para fazer o blog caminhar no formato em que ele foi criado, ou seja, como um “blog de beleza”, comecei a lidar com o tema “beleza” mais do que eu naturalmente gostaria.

E precisei me envolver com algumas coisas da blogosfera com as quais eu simplesmente não concordo.

E passei a gastar uma energia tão grande para fazer o negócio deslanchar, que comecei a não ter tempo para fazer outras coisas que eu amo.

E, acima de tudo, percebi que, por causa do blog, eu estava fazendo escolhas e agindo de uma forma totalmente contrária àquilo que eu quero e acredito.

Pessoas me escreviam como se eu pudesse lhes dar a solução completa para os seus problemas de pele, o que me incomodava muito, pois:

  1. eu não sou dermatologista e não tenho conhecimento técnico para fornecer quaisquer tipos de prescrições, fórmulas mágicas ou tratamentos de beleza, e tudo o que eu postei aqui funcionou única e exclusivamente em mim, e é extremamente arriscado dizer que vai funcionar em outra pessoa;
  2. as pessoas sequer se davam ao trabalho de ler o que eu já havia escrito com tanto cuidado em posts anteriores e perguntavam dezenas de vezes as mesmas coisas, mostrando que o queriam era uma resposta rápida e prática, e dane-se o trabalho que eu poderia ter ao precisar responder a mesma coisa várias e várias vezes sem fim.

Por causa do Dias de Sol, eu precisava estar a par de tudo o que acontecia no mundo da beleza e eu gastava horas e horas me atualizando, lendo blogs brasileiros e da gringa para saber o que estava rolando por aí de interessante, só pra poder postar coisas legais aqui. E isso no começo era até divertido mas, com o tempo, eu percebi que eu queria mesmo era estar empregando meus poucos e preciosos minutos livres lendo um livro, ficando com a minha família, estudando alguma coisa por prazer, vendo um filme, ou tendo alguma experiência na vida real que me engrandecesse.

Por causa do blog, precisei comprar mais coisas do que eu realmente conseguia usar, só para poder testar e postar por aqui. E isso, além de interferir de uma forma ruim na minha vida financeira, abarrotava minha casa de coisas. E fazia com que eu, que hoje prezo comprar cada vez menos, estimulasse outras pessoas, de forma direta ou indireta, a consumirem mais, o que me deixava extremamente mal.

E, com o tempo, eu passei a sentir repulsa por certas coisas que esse mundo dos “blogs de beleza” envolve, a tal ponto que se tornou inviável continuar o Dias de Sol da maneira que estava.

Eu não gosto de expor demais minha vida pessoal nas redes sociais, e nem gosto de ficar conectada por muito tempo. Mas o blog exigia um pouco disso.

Eu não gosto de ficar preocupada com os meus “followers”, com as minhas “curtidas”.

Eu tenho raiva de ver a apelação monótona que toma conta das redes sociais. Todo mundo arreganhando a vida no Instagram, Facebook, Snapchat e sei lá mais onde em busca de seguidores. Todo mundo igual, comprando as mesmas coisas, frequentando os mesmos lugares, dizendo as mesmas coisas. Um monte de fotografias lindas, mas conteúdos tão vazios.

Eu não gosto de ser usada por empresas que só me enxergam como uma vitrine para os seus produtos.

Eu não quero fazer da minha escrita apenas uma forma vazia de ganhar dinheiro.

Eu não quero vender uma vida fofa, perfeita e passar a maior parte do meu dia preocupada com o ângulo da selfie, com a iluminação do vídeo, com o que virou tendência por aí, com o novo lançamento da marca x. Eu não sou isso. Minha maior tendência é viver uma vida tranquila, simples, alinhada com a minha essência.

Eu adoro cuidar da aparência mas, acima de todas as coisas, eu quero me aprimorar por dentro. Eu quero, todo dia, ir dormir com a certeza de que eu aprendi alguma coisa nova e me tornei melhor em algum aspecto.

Eu quero aprimorar o que eu já sei fazer, e aprender cada dia mais. Sobre mim, sobre o mundo, sobre o meu corpo, minha alma, meu coração, sobre as coisas que eu nem sei ainda que existem.

Eu quero uma vida cheia de propósito.

Eu quero ter orgulho total da minha escrita, e fazer com que ela, de algum modo, mesmo que singelo, engrandeça quem lê as minhas palavras.

Eu quero liberdade. Mental, emocional, financeira, espiritual. E quero ajudar as pessoas a se sentirem assim também.

Eu parabenizo quem consegue manter a sanidade mental na concorrência desvairada do mundo das it girls mas, definitivamente, isso não é pra mim.

Eu passei cerca de 200 dias longe do blog. Nesse tempo, eu viajei, li muito, arrumei um trabalho paralelo como redatora freelance, comecei a aprender a programar, iniciei um curso de escrita de ficção, fiz yoga quase que diariamente, assim como meditação, aprendi a cozinhar um monte de coisas gostosas. Eu faxinei meus armários, comprei menos, economizei dinheiro, reduzi drasticamente meu tempo nas redes sociais, parei de consumir conteúdo insignificante para mim e, aos poucos, estou construindo a vida do jeito que eu quero e gosto.

Eu amo escrever e, de algum modo, sei que é isso que vou fazer até o fim dos meus dias. De forma remunerada ou não.

O Dias de Sol não vai acabar. O que vai acabar, sim, é o formato antigo dele. Sinto desapontar quem entrava aqui só por causa dos posts de beleza, mas estamos encerrando as atividades nesse segmento.

Não se o nome do blog permanecerá o mesmo, nem sei se vou manter o layout. Por ora, sequer sei exatamente sobre o que vamos falar por aqui. Por mais que eu tenha passado um longo tempo longe, ainda preciso de um tempo para pensar o que vou fazer por aqui.

Mas achei que esse post era necessário. Para mim.

É um ponto final. O fim de um capítulo.

Mas, viremos a página, e comecemos o próximo parágrafo com letra maiúscula.

Estou me construindo, mas eu volto já já. :)

Beijos!

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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