Consumo X Felicidade: por que compramos tanto? E por que eu tento comprar cada vez menos?
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Consumo X Felicidade: por que compramos tanto? E por que eu tento comprar cada vez menos?

Oi, gente! Não sei vocês, mas eu, pelo menos uma vez a cada dois meses, procuro fazer um minucioso levantamento de coisas para jogar fora ou doar. Roupas que não me servem mais, maquiagens/cosméticos vencidos ou que simplesmente não deram certo comigo, livros que já li e não tenho interesse em guardá-los, tranqueiras de todo o tipo. E é absurdamente impressionante a quantidade de coisas que vão embora. E, na última faxina geral que fiz, comecei a pensar na quantidade de dinheiro que gastei naquelas coisas.

Eu não me considero uma pessoa mão-de-vaca. Porém, sou bastante racional com o dinheiro. Sei o duro que dou para ganhá-lo, e reflito um zilhão de vezes antes de gastar. Acontece que, como dizem, o diabo mora nos detalhes. E, nas pequenas coisas, muitas vezes eu torrei mais dinheiro do que deveria. Esmaltes, cadernos, caderninhos, cadernetas, bijuterias, creminhos, echarpes. Cinco reais de um lado, Vinte reais do outro. E, sem perceber, no fim de um mês, eu estava vários e vários reais mais pobre.

Consumismo

A gente compra por impulso. Compra para presentear a nós mesmas, afinal “trabalhamos tanto, que merecemos um agrado”. Nós compramos pra ficar na moda. Compramos na esperança de ficarmos mais felizes, satisfeitas e plenas.

Quem nunca entrou numa loja, gastou o que não devia e saiu de lá se sentindo poderosa com aquele monte de sacolas? É uma alegria danada.

Mas é uma alegria danada que dura por… uns 5 minutos. Quando a poeira abaixa, estamos com menos alguns (ou muitos!) reais, e muitas vezes nos sentimos culpadas por termos cedido à tentação. O resultado? Casas entulhadas. Armários lotados. E uma eterna necessidade de se consumir cada vez mais.

Depois de alguns anos de consumismo, ainda que em grau moderado, cheguei a algumas conclusões, e vou explicar os motivos que me levam a querer consumir cada vez menos:

1 – Quanto mais você compra, mais coisas você tem dentro de casa. E quanto mais coisas você tem dentro de casa, mais coisas para arrumar você tem. E consequentemente, há mais bagunça. Mais sujeira. E quanto mais tempo voce perde arrumando as coisas supérfluas que você comprou e que jamais irá usar, menos tempo você tem para fazer as coisas que realmente importam em sua vida, como desenvolver atividades que te façam feliz de verdade, por exemplo.

2 – Se o seu salário se mantém igual todos os meses, quanto mais você gastar com coisas que você não precisa, menos dinheiro terá para investir nas coisas realmente importantes. A não ser, claro, que ter 73494756 pares de sapatos ou uma coleção incrível de batons caríssimos seja o seu grande objetivo de vida.

3 – Comprar e acumular coisas não traz felicidade. Pode trazer alegria por um momento, mas não felicidade. Se fosse assim, a cada novo centímetro quadrado que você ocupasse em seu guarda-roupa, você se sentiria uma pessoa mais realizada e plena. E aposto que não é isso que acontece.

4 – Quanto menos coisas você tem, mais livre você se sente. É óbvio: é muito difícil se desapegar completamente dos bens materiais. Mas, sério, imagine que você tivesse que se mudar HOJE para outra casa, outra cidade, outro país: seria mais fácil fazer isso com as coisas que você tem ou com metade delas? Procure pela internet, há milhares de relatos de pessoas que estão correndo o mundo apenas com o conteúdo de uma mala. E você acha que essas pessoas são mais tristes ou felizes que você?

5 – Quando você deixa de colecionar coisas e passa a colecionar experiências, sua visão sobre o dinheiro muda. O que vale mais: gastar 300 reais por mês em roupas, ou economizar esse dinheiro por uns meses e fazer uma viagem bem bacana, que vai te trazer momentos dos quais você vai se lembrar eternamente? Quando você enxerga as coisas como fontes de felicidade, você se torna refém delas, e é capaz de gastar rios de dinheiro em algo que não te trará benefícios reais. Por outro lado, quando você tem domínio sobre suas próprias vontades, entende que só deverá gastar com o que é realmente necessário, o que faz com que seu dinheiro renda de uma maneira inacreditável.

Hoje, estou em uma fase de transição. Ainda consumo mais do que deveria, mas diminui muito, e quero ser capaz de comprar ainda menos. Tento só gastar meu dinheiro com algo quando vejo real necessidade na coisa, e me faço sempre aquelas famosas perguntas: Eu preciso disso? Eu posso comprar isso? Eu tenho onde guardar isso?

Mesmo quando preciso comprar coisas, ainda assim, faço tudo o que estiver ao meu alcance para minizar os gastos. Livros, sempre tento comprar em sebos. Roupas, procuro comprar pelos menores preços, de preferência pela internet ou em promoções. Meus cosméticos, tenho usado até o fim, para só então comprar outro. E assim, minha casa vai ficando com menos tralhas, e o meu bolso, mais cheio.

E vocês, o que pensam sobre o consumismo? Têm dicas para quem pretende consumir menos?

Beijos!

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Paulistana que mora na praia, mas foge do sol. Libriana, indecisa e que ama cachorros, pizza e livros, e é dona do Dias de Sol. Muito prazer!

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